quarta-feira, 7 de março de 2012

Como prevenir infecções urinárias

José Roberto Colombo Jr.

Urologia


As infecções do trato urinário (ITU) são frequentes em homens e mulheres, apresentando sintomas diversos, com morbidade variável, podendo até mesmo ser a causa de mortalidade em situações extremas.



A principal causa de ITU são as infecções bacterianas, normalmente bactérias que encontramos em nosso trato digestivo. A bactéria Escherichia coli é a principal responsável pela ITU, causando 85% das infecções não-hospitalares e 50% das infecções hospitalares.

Em casos de exceção, infecções por fungos e vírus também podem atingir o trato urinário. Os sintomas mais comuns de ITU são: ardor ao urinar (disúria), urinar com baixo volume e várias vezes (polaciúria), desejo súbito e intenso de urinar (urgência miccional), dor suprapúbica, alteração da cor e/ou odor da urina, dor lombar, febre e presença de sangue na urina (hematúria).
Em idosos, diabéticos, pesoas imunossuprimidas e crianças, pode-se notar queda de estado geral, apatia e até alteração do nível de consciência.
"Em casos de exceção, infecções por fungos e vírus também podem atingir o trato urinário". As infecções do trato urinário (ITU) são resultado da interação entre o hospedeiro e o agente causador. A gravidade da infecção é determinada pela agressividade da bactéria causadora, volume de contaminação e inadequação dos mecanismos de defesa do hospedeiro.

Alguns fatores podem indicar e/ou facilitar a presença de ITU graves, chamadas no meio médico de ITU complicadas (e por consequência, mais graves), tais como: anormalidade funcional ou anatômica do sistema urinário (obstrução, refluxo, bexiga neurogênica, incontinência urinária, etc), gravidez, diabetes, idade avançada, imunossupressão, uso recente de antibióticos, uso de cateteres ou sonda vesical, manipulação cirúrgica do sistema urinário, internação hospitalar e sintomas persistentes por mais ou igual a 7dias.

As infecções do trato urinário (ITU) também podem ser facilitadas por hidratação inadequada, uso de espermicida e queda nos níveis séricos de estrogênio.

Em pacientes hospitalizados e/ou com necessidade de cuidados residenciais, alguns cuidados adicionais devem ser tomados: higiene do paciente e ambiente adequados, hidratação e nutrição adequadas, troca de sondas e cateteres regular, avaliação dos fatores de risco associados (comorbidades, status nutricional, tabagismo, uso de antibióticos e/ou drogas imunossupressoras e infecções em outras partes) e atenção especial a sintomas e sinais de ITU pela família, enfermagem e/ou cuidador.
O diagnóstico deve ser realizado por um médico através de exame de urina (urina tipo I e urocultura) e, se necessário, exames laboratoriais adicionais.
Em casos de infecções complicadas é necessário realizar exames radiológicos (ultrassonografia e/ou tomografia) para melhor avaliar a gravidade e presença de fatores agravantes da ITU. O tratamento é realizado com o uso de antibióticos, que na maioria dos casos pode ser administrado por via oral.
O uso de antibiótico parenteral deve ser realizado em casos de ITU complicadas ou quando antibióticos orais não são eficazes/disponíveis, normalmente com necessidade de internação hospitalar. O tempo de uso do antibiótico deve ser baseado na gravidade, órgão atingido e comorbidades existentes.
Em casos selecionados, procedimentos cirúrgicos são necessários para desobstrução do trato urinário, drenagem de abscesso ou mesmo, em casos extremos, extirpação do rim.

terça-feira, 6 de março de 2012

Saiba quais são os pontos éticos fundamentais da doação de embriões

Saiba quais são os pontos éticos fundamentais da doação de embriões


Usar sêmen de familiares ou conhecidos fere a ética e os direitos dos pacientes


Ginecologia e obstetrícia


A novela é baseada no cotidiano, na vida real, em assuntos comuns. Mas os temas, é claro, são propositalmente exagerados e romantizados. Isso pode gerar confusão na cabeça do telespectador: afinal, o que é certo e errado quando o assunto é reprodução assistida?
Veja quais foram os pontos fundamentais que a Dra. Danielle, interpretada pela talentosa atriz Renata Sorrah, na novela Fina Estampa, não seguiu. E que está gerando todo o conflito!
O tratamento com óvulos e sêmen doados está devidamente regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. A escolha do sêmen é feita em bancos específicos para tal finalidade, sendo que a identificação é apenas por números. Uso do sêmen do irmão
O tratamento com óvulos e sêmen doados está devidamente regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. A escolha do sêmen é feita em bancos específicos para tal finalidade, sendo que a identificação é apenas por números. Ou seja, a paciente e o médico que realiza o tratamento não sabem quem foi o doador.
Uso do sêmen de pessoa que já faleceu
Quando espermatozoides, óvulos ou embriões são congelados, as pessoas (homem, mulher ou casal, respectivamente) devem expressar por escrito sua vontade quanto ao seu destino em caso de divórcio, doenças graves ou falecimento.
Doadora de óvulo
Não é permitido que integrantes da equipe da Clínica de Reprodução Humana participem como doadores do óvulos, espermatozoides ou embriões. Apesar da personagem Beatriz, que doou os óvulos, não ser exatamente uma funcionária da clínica da Dra. Danielle, ela frequentava o local e tinha vínculo estreito com ela. Neste caso, o ideal é que não seja doadora, justamente para evitar conflitos no futuro


Comportamento dos funcionários da clínica


Apesar de toda a boa intenção que a personagem Glória teve, devemos ressaltar que todos os funcionário da clínica devem, dentro de suas funções, manter preservado o sigilo do que ocorre em seu trabalho. Imaginem, por exemplo, uma pessoa famosa que passa em uma clínica para dependentes químicos. Os funcionários devem ser instruídos a manter total sigilo! Além disso, os dados médicos devem ser mantidos em arquivos específicos, sem acesso a outras pessoas.

Assim, é importante lembrar que a Reprodução Humana é uma especialidade regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e cabe a nós seguirmos as regras impostas. Agora, como espectadores, vamos aguardar os próximos capítulos!
Fonte: Resolução do Conselho Federal de Medicina No 1.957 de 2010.