Cisto no Ovário
Ainda bem que existem os ovários. Os ovários são órgãos extremamente femininos. Produzem e dão oportunidades aos hormônios especificamente femininos atuarem. Dessa forma, existe o corpo, jeito, voz, sentimentos, atitudes e cheiros femininos. Enfim, os ovários dão as características peculiares femininas. Porém, se há ovário, há cisto de ovário. E eu explico.
A mulher, durante todo o período fértil, aproximadamente no meio do ciclo menstrual, se não estiver usando algum método anticoncepcional hormonal, irá ovular.
O óvulo que provém de um folículo se manifesta nos ovários em um cisto de mais ou menos 1,5 a 2,0 centímetros. Esse cisto, que é absolutamente normal, desaparece durante o decorrer do ciclo menstrual.
Porém, se houver gravidez, este mesmo cisto passa a se chamar cisto de corpo lúteo, que permanece no ovário até 14 semanas de gestação. Após esse período, o cisto desaparece. A função do cisto de corpo lúteo é produzir hormônios essenciais para o início da gravidez.
Os ovários também produzem cistos que não são normais. São os cistos patológicos. Dependendo do tipo de cisto pode-se ter sintomas diversos, com tratamentos diferentes. Os sintomas mais comuns dos cistos de ovários são dores de intensidade variada no baixo ventre, irregularidade menstrual, dor intensa durante a menstruação e dor durante a relação sexual.
Sintomas do cisto no ovário
Alguns dos sintomas a seguir podem estar presentes, embora possa não aparecer sintoma algum:
* Dor ou desconforto no abdômen inferior, pélvis, vagina, região lombar ou coxas. A dor pode ser constante ou intermitente.
* Abdômen cheio, pesado, inchado ou com pressão.
* Sensibilidade nos seios.
* Dor durante ou logo após a menstruação.
* Ciclos menstruais irregulares.
* Sangramento uterino anormal.
* Alteração na freqüência e facilidade da urinação.
* Ganho de peso.
* Náusea ou vômito.
* Fadiga.
* Infertilidade.
* Aumento no nível de crescimento de pelos
O diagnóstico se faz facilmente com exame físico ginecológico, que inclui o exame de toque vaginal e através do exame de ultra-sonografia pélvico e/ou transvaginal. O exame de ultra-sonografia é muito importante, pois irá classificar o cisto em seus diversos tipos.
Assim, podemos classificá-los em cistos simples e cistos complexos. Os simples são em sua maioria benignos. Já os complexos devem ser muito bem avaliados, pois podem ser malignos, ou seja, um câncer. Muitas vezes o diagnóstico do tipo de cisto é ampliado com o uso da tomografia computadorizada e da ressonância nuclear magnética.
O tratamento do cisto também depende de sua classificação. Para a maioria dos cistos simples, o tratamento é clínico, com antiinflamatórios, analgésicos e hormônios (anticoncepcional). Quando o cisto simples é grande (maior que 8 centímetros) faz-se opção por cirurgia. Já os cistos complexos, na sua maioria, o tratamento é cirúrgico.
Atualmente a cirurgia do cisto de ovário pode ser feita pela técnica da videolaparoscopia. Através de três pequenos cortes no abdome, com auxílio de uma câmera, observa-se os ovários, confirma-se o diagnóstico do cisto e muitas vezes só se opera o cisto, preservando os ovários.
É claro que dependendo do cisto tem que se operar o ovário, precisando retirá-lo, muitas vezes. Se for câncer, temos que retirar também os dois ovários, o útero e gânglios. As vantagens da cirurgia videolaparoscópica são a lesão cirúrgica menor e a recuperação pós-operatória muito mais rápida.
Dessa maneira, o diagnóstico precoce do cisto de ovário é fundamental para estabelecer o tratamento. Por isso, a importância de anualmente fazer uma consulta ao ginecologista. Não esqueça, procure seu ginecologista todos os anos para a importantíssima prevenção.
Tipos de cisto no ovário
Cistosfuncionais
Os chamados cistos funcionais são parte do processo normal de menstruação.
Cistofolicular
O cisto folicular é o tipo mais comum. Ele pode se formar quando a ovulação não ocorre e um folículo não rompe ou não libera o seu ovo, mas ao invés disso cresce até tornar-se um cisto. O cisto folicular geralmente se forma durante a ovulação e pode crescer até o diâmetro de 5,8 centímetros. Ele tem uma parede fina enchida de fluido claro. A ruptura do cisto folicular pode ocasionar dor forte no lado do ovário no qual o cisto apareceu. Essa dor ocorre no meio do ciclo menstrual, durante a ovulação. Em torno de 1/4 das mulheres com esse tipo de cisto experimenta dor. Geralmente o cisto folicular não produz sintomas e desaparece por si mesmo em alguns meses. Ultra-som é o principal instrumento usado para documentar o cisto folicular. Exame de pélvis também ajuda no diagnóstico se o cisto for grande o suficiente
Cisto de corpo lúteo
O cisto de corpo lúteo é um tipo funcional que pode romper na época da menstruação e leva até três meses para desaparecer inteiramente. Depois que o folículo libera o ovo ele torna-se uma glândula pequena temporária secretória conhecida como corpo lúteo. O folículo rompido começa a produzir grandes quantidades de estrogênio e progesterona em preparação para a concepção. Se a gravidez não ocorrer, o corpo lúteo geralmente desaparece. Porém, o corpo lúteo pode encher-se de fluido ou sangue e se expandir tornando-se um cisto e ficar no ovário. Geralmente o cisto de corpo lúteo não produz sintomas. Porém, ele pode crescer até 10 centímetros de diâmetro e sangrar ou torcer o ovário, causando dor pélvica ou abdominal. Se ele for enchido de sangue pode romper e causar sangramento interno e dor súbita. O cisto de corpo lúteo não ameaça a gravidez. Mulheres usando pílula anticoncepcional geralmente não formam esse tipo de cisto
Cisto hemorrágico
Um terceiro tipo de cisto funcional, é o hemorrágico. Ele pode ocorrer quando um vaso sanguíneo bem pequeno na parede do cisto se rompe e o sangue entra no cisto. Pode estar presente dor abdominal em um lado do corpo. Ocasionalmente o cisto hemorrágico pode romper com sangue entrando na cavidade abdominal, o que causa muita dor. Geralmente não é preciso cirurgia, mesmo quando o cisto hemorrágico se rompe.
Cistos dermóides
Cisto endometrióide
O cisto endometrióide é formado quando um pequeno pedaço de tecido endometrial (a membrana mucosa que forma o revestimento interno da parede uterina) sangra, desprende-se e cresce dentro do ovário. Quando esse cisto rompe-se, o material transborda para a pélvis, superfície do útero, bexiga e intestino. O tratamento para cisto endometrióide pode ser médico ou cirúrgico.
Cistos patológicos
Outros cistos são patológicos como os encontrados na síndrome dos ovários policisticos ou aqueles associados a tumores. A síndrome dos ovários policisticos está associada com infertilidade, sangramento anormal, aumento na incidência de perda do feto e complicações durante a gravidez. Síndrome dos ovários policisticos é muito comum, acredita-se ocorrer entre 4-7% das mulheres em idade reprodutiva
Tratamento do cisto no ovário
O tratamento do cisto no ovário depende do seu tamanho e sintomas. Para cistos pequenos e sem sintomas a melhor ação é simplesmente o monitoramento. A dor causada pelos cistos no ovário pode ser tratada com:
* Analgésicos.
* Banho morno ou compressa quente no abdômen inferior perto dos ovários.
* Chá de camomila.
* Urinar assim que aparecer a vontade.
* Evitar a constipação (prisão de ventre).
* Eliminar cafeína e álcool da dieta e reduzir a ingestão de açúcar. Aumentar a ingestão de vitamina A e carotenóides (cenoura, tomate, verduras) e vitamina B (grãos integrais).
* Uso de pílula anticoncepcional.
* Limitar atividades extenuantes pode reduzir o risco de ruptura do cisto.
Os cistos que persistem por três ciclos menstruais, ou ocorrem depois da menopausa, podem indicar doença mais séria e devem ser investigados, especialmente se há casos de câncer do ovário em membros da família. Tais cistos podem requerer biópsia cirúrgica. Para casos mais sérios de cisto no ovário pode ser necessária cirurgia. Algumas cirurgias podem remover o cisto sem danificar os ovários, enquanto em alguns casos é necessária a remoção de um ou ambos os ovários.
O que é Câncer
Câncer é
Câncer é o nome de um grupo de mais de 100 diferentes doenças.
São células anormais que se dividem e formam mais células de maneira desorganizada e descontrolada.
É também conhecido como neoplasia.
A ciência que estuda o câncer se denomina Oncologia e é o oncologista o profissional que trata a doença.
O câncer pode invadir tecidos e órgãos e se espalhar pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático. Este processo se chama metástase.
O corpo humano é formado por milhões de células que se reproduzem por meio de um processo chamado divisão celular. Em condições normais, esse processo é ordenado e controlado e é responsável pela formação, crescimento e regeneração dos tecidos saudáveis do corpo.
Em contrapartida, existem situações nas quais estas células, por razões variadas, sofrem uma metamorfose tecnicamente chamada de carcinogênese, e assumem características aberrantes quando comparadas com as células normais.
Essas células perdem a capacidade de limitar e controlar o seu próprio crescimento passando, então, a multiplicarem-se muito rapidamente e sem nenhum controle.
O resultado desse processo desordenado do crescimento celular é uma produção em excesso dos tecidos do corpo (que podem ser processos inflamatórios, infecciosos ou mesmo os crescimentos celulares benignos), formando o que se conhece como tumor. Os tumores podem ser:
Tumor Benigno
As células deste tumor crescem lentamente e são diferenciadas (semelhantes às do tecido normal). Geralmente podem ser removidos totalmente através de cirurgia e na maioria dos casos não tornam a crescer.
Tumor Maligno
As células deste tumor crescem rapidamente, têm um aspecto indiferenciado e a capacidade de invadir estruturas próximas e espalhar-se para diversas regiões do organismo. É considerado câncer.
Em outras palavras...
O câncer, também conhecido como tumor maligno, pode ser definido como um grupo de doenças que tem como característica central o crescimento desordenado das células do nosso corpo.
O câncer detém o poder de matar por invasão destrutiva os órgãos normais, pois não respeita as mais básicas regras de convivência social entre as células e cresce demais, ocupando o espaço de seus vizinhos, sufocando-os. Ele detém a propriedade de se disseminar através da corrente sanguínea e dos vasos linfáticos, produzindo as chamadas metástases, que na verdade são uma espécie de filial do tumor primário, em outro órgão ou tecido.
A metástase também pode invadir órgãos e tecidos circunvizinhos por continuidade, impondo severos danos a estes órgãos e tecidos. O comportamento anormal das células cancerosas é geralmente espelhado por mutações nos genes das células, ou secreção anormal de hormônios ou enzimas.
A maioria dos cânceres invadem ou se tornam metastáticos, mas cada tipo específico tem características clínicas e biológicas, que devem ser estudadas para um adequado diagnóstico, tratamento e seguimento. Resumindo, cada caso é um caso.
Câncer não é
Um tumor benigno que usualmente pode ser removido e que na maioria dos casos não volta a aparecer, não se espalha pelo corpo e não ameaça à vida do paciente.
Uma sentença de morte, atualmente muitos pacientes são tratados com sucesso sobre tudo quando a doença é diagnosticada precocemente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário